Então, que livrou sou eu?

Passeando pelos blogs dos meus amigos, encontrei, no blog da Rakky, uma brincadeira interessante: que livro é você? Tá, não passa de mais uma brincadeira de internet. Mas é que, ao contrário das minhas expectativas, o resultado foi surpreendente.

Aliás, eu não sou um livro. Sou dois. Dupla personalidade, mascarado? Espero que essa não seja a conclusão dos meus leitores. Talvez este blogueiro apenas seja  alguém de difícil compreensão, com personalidade que não cabe em uma única obra.

Eis os livros que sou:

“A paixão segundo GH”, de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. A Paixão Segundo G.H.Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender. Assim é também “A paixão segundo GH”, obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

“Os donos do futuro”, de Roberto Shinyashiki

Vencer: é isto que você quer da vida. Ganhar dinheiro suficiente para construir um bom patrimônio, formar uma família harmoniosa e feliz, criar filhos igualmente campeões. Alguém prático como você nem combinaria com um livro de ficção ou com as questões universais que podem ser levantadas pela boa literatura. Os donos do futuroEntusiasta de self-made people e admirador do estilo de vida norte-americano, você não tem medo de trabalho e procura traças metas para alcançar seus objetivos. Quando dá, procura ensinar outras pessoas a fazer o mesmo, como faz Shinyashiki nas nove lições de “Os donos do futuro” (2000) que aponta as principais características de líderes competentes.

Acredito que combino com um pouco de cada uma das obras, mas, com certeza, vou além. Quem gostou da brincadeira pode descobrir qual livro é clicando aqui. Divirtá-se.

Meme

Este blog foi convidado a participar de uma brincadeira chamada Meme. Antes de mais nada, as regras do Meme são:

1) Linkar a pessoa que te indicou.

2) Escrever as regras do Meme em seu blog.

3) Contar 5 coisas aleatórias sobre você.

4) Indicar mais 5 pessoas e colocar os links no final do post.

5) Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.

6) Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

Primeiramente, o nome desse jogo – se é que não perceberam – soa muito gay. Isso não vem ao caso, mas eu precisava dizê-lo. Agora falando sério, vou respeitar apenas as regras 2 e 3 do jogo. Não me prendam por isso.

Sem mais delongas, vamos as minhas aleatoridades:

Vivi o amor e o ódio no Pré – O ano era 1996. Eu tinha seis anos. Estudava à tarde porque tinha muita preguiça de acordar cedo. Tinha um grande amigo chamado William, que depois dessa época nunca mais vi. O ano transcorria bem. Infelizmente, na minha turma tinha um cara… moleque, melhor dizendo, que me irritava. Ele vivia querendo me zoar. O pobre desafortunado mexeu com a pessoa errada. Eu, sempre muito nervozinho, um dia resolvi acabar com essa história. É claro, com o apoio de meu amigo William. Ao lado do prédio do Pré havia um local com uma porção de bancos. Chamei o tal moleque lá e desci a porrada para cima dele. Primeiro o empurrei. Em seguida, alguns chutes e socos deram conta do recado. Ainda me lembro do William gritando: “Arregaça! Arregaça!” O infeliz nunca mais mexeu comigo.

Enquanto ao amor. Na sala ao lado da minha estudava uma garota muito branquinha chamada Iara. Nos conhecemos em uma brincadeira perto do fim do ano letivo. Não sei por que, mas ela gostou de mim. Durante os recreios, tava ela lá junto de mim. Na brincadeira de menina pega menino, adivinha quem vinha atrás de mim? Isso, a Iara. Também depois dessa época nunca mais a vi. Eu não ligava para ela como ela para mim. Nessa época, só queria jogar bola e conversar de desenhos. Bons tempos aqueles.

Cultura Clássica: meu início literário – Acabo de ler A Hora da Estrela, de Clarice Lispector. Semana passada, li Dom Casmurro, do grande Machado de Assis. Um pouco antes, foi a vez de Abusado – O dono do Morro Dona Marta, do jornalista Caco Barcellos. Sim, eu procuro sempre estar lendo. Mas só li todos esses livros porque antes li Homero. A Ilíada, epopeia máxima da cultura clássica, é o meu livro preferido. E duvido que qualquer outro o supere. Foi Homero que despertou minha paixão pela leitura.  Já li aIlíada umas quatro vezes. Fique sabendo, leitor, que o poema épico tem mais de 15 mil versos. Antes de começar a ler quase todo tipo de publicação, me mantinha apenas nos escritos greco-romanos. Poemas, tragédias, pensamentos, filosofia, qualquer coisa clássica eu devorava. Uma época considerava o dito pai da filosofia, Sócrates, o meu mestre.

Hoje, não leio tantas obras clássicas como em tempos idos. Fico mais com romances, seja de ficção ou não, que são muito mais simples e não precisam de tanta concentração e tranquilidade. Mas não deixando de lado o meu passado helênico, logo vou me aventurar pelas páginas de Os Sete Contra Tebas, de Ésquilo.

Ninguém sabe se Homero realmente existiu. O que sei é que há poucas coisas que me influenciaram mais do que os versos do mitológico aedo.

Não aguentei mais que uma semana de Eletrônica – Prestei o vestibulinho para o curso Técnico em Eletrônica do colégio Albert Einstein em 2005. Passei. Não que eu gostasse do curso, apenas resolvi fazer um curso técnico. Péssima escolha. Eu poderia ter escolhido Hotelaria, Administração, embora sejam áreas que eu não aprecie tanto, mas Eletrônica foi uma ideia horrível.

Os professores só falavam sobre números, ferramentas, construir isso e aquilo. Nada a vê comigo. Não é a toa que estudo Jornalismo, curso voltado às letras, presença teórica e prática.

Só resisti uma semana no Albert Einstein. Tentei mudar de curso, não deu. O meu diploma de uma semana de Eletrônica não foi todo perdido. Deu tempo de aprender uma coisa com aquelas aulas: no futuro, não estudar exatas.

Já tive uma banda – Ela não durou muito, mas foi uma ótima época. No início de 2004 comecei a ter aulas de contrabaixo. E no fim desse mesmo ano, eu, dois primos e um amigo montamos nossa banda. Não era de garagem. Era às vezes de quintal, às vezes de varanda. Em fevereiro de 2005 fizemos nossa primeira apresentação. Era aniversário de um dos meus primos, o baterista. Alguns dias depois, recrutamos mais um amigo à banda. Esse amigo assumiu as baquetas e meu primo, até então baterista, passou a ser o vocalista, porque não tínhamos um em definitivo. Nossa segunda e última apresentação foi na escola Pereira Barreta, no bairro da Lapa. Tocamos cinco, seis músicas apenas. Não porque não sabíamos tocar, mas porque nosso repertório era pequeno. Essa foi a maior característica dessa banda. Todo ensaio discutíamos repertório. E sempre montávamos um diferente do anterior. Se tocamos 20 músicas completas juntos, foi muito. Muitíssimo. Os gostos não batiam. Um gostava de Hard Rock, outro de Heavy Metal, outro de Hardcore, e assim por diante. Em uma discussão idiota, a banda acabou. Nunca mais tocamos juntos. Mas todos ainda somos amigos.

Tentei montar outras bandas. Provavelmente umas três ou quatro. Devo ter ensaiado duas, três vezes com cada uma, mas logo elas se dissolviam ou eu abandonavá-as. Em 2006, parei com as aulas de música. Resolvi apenas apreciar essa arte.

Foi um erro terminarmos a banda tão repentinamente. Aliás, o nome dela era Equívoco.

Parafraseando Mike Shinoda: “Is there any hardcore Linkin Park fan here? – Sim, há um fanático por Linkin Park aqui. Ouço a banda desde 2002. Fui ao show deles no Morumbi, em 2004 – o dia mais feliz da minha vida. E a cada dia me sinto mais ligado ao Linkin Park. Há um elo entre fã e banda que, como eu sempre digo, nada pode romper. No meu mp3 ou celular, o que toca é Linkin Park. No meu guarda-roupa, um quarto das camisetas é do Linkin Park. Até meus cadernos são da banda.

O Linkin Park nunca me prejudicou. Pelo contrário, sempre me ajuda, levanta a minha autoestima. É uma parte de mim. Aliás, grande parte. Ano passado essa relação ganhou novas proporções. Entrei para o maior fansite latinoamericano sobre a banda (linkinparkbr.com) e para o LPU, Linkin Park Underground, o fã clube oficial. O que falta agora é conseguir participar de um Meet & Greet, que é um contato direto com a banda antes dos shows, um dos benefícios de ser membro do LPU.

Se esse fanatismo é estranho para você, leitor, não fique preocupado. Há coisas que só um fã de Linkin Park entende.

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