Venceu adversários, perdeu para si

A superação de graves lesões marcou a carreira e o espírito de Ronaldo. O corpo, no entanto, se rendeu às dores

Além de ostentar a camisa 9 da Seleção Brasileira por anos, ser multicampeão pelos clubes que jogou e se tornado o maior artilheiro das Copas do Mundo, Ronaldo Nazário ficou mundialmente conhecido por ter superado as adversidades físicas que o futebol o impôs. Mas, aos 34 anos, em meio a uma rara noite de solidão, o Fenômeno só ouviu uma voz: a dor. E num dia atípico para o esporte, uma segunda-feira, o futebol o perdeu. Ronaldo pendurou as chuteiras.

Na entrevista coletiva no Centro de Treinamento do Corinthians, para mais de 200 jornalistas, Ronaldo, emocionado, anunciou a sua aposentadoria em meio a agradecimentos e revelações. A despedida do esporte que consagrou o menino do subúrbio do Rio de Janeiro foi antecipada. A intenção de Ronaldo era se aposentar no fim do ano, com o término da temporada 2011 do Corinthians. Mas uma série de fatores fez com que o jogador decidisse parar. “Perdi para o meu corpo”, sintetizou Ronaldo.

A história é parecida com a do tenista Gustavo Kuerten. Em seu último jogo, Guga, em lágrimas, disse que “não é que eu não queira mais jogar, mas não consigo mais”, em consequência do problema nos quadris. Ronaldo revelou que, depois da ruptura do tendão patelar do joelho esquerdo, em 2008, quando jogava pelo Milan – contusão idêntica à sofrida no joelho direito, em 2000, na Internazionale -, foi diagnosticado que o jogador seria hipotireóidico. E isso seria o motivo da sua briga com a balança. “Para quem fez chacota do meu peso, não guardo mágoa de ninguém”, disse aos jornalistas.

Entretanto, desde a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, Ronaldo já lidava com a condição física adversa. Os motivos principais de sua aposentadoria foram outros. Primeiro, o “fracasso” no projeto Libertadores da América com o Corinthians, que culminou na derrota ante o Tolima, em Ibagué (Colômbia), o último jogo de Ronaldo. Dias após a eliminação do time, Ronaldo postou no microblog Twitter que havia pensado em parar, mas não daria “esse gostinho aos críticos” e que ainda o veriam dar mais uma volta por cima. Foi então que o atleta sucumbiu às dores.

Ronaldo revelou que sente dores até para subir escadas. A sucessão de lesões perseguiu o jogador, tirando-lhe cerca de três anos de carreira dedicados à recuperação. Ao voltar ao Brasil, em 2008, Ronaldo utilizou as instalações do Flamengo para se recuperar. No fim daquela ano, foi contratado pelo Corinthians, e, no ano seguinte, teve uma temporada quase perfeita com o time paulista. A reabilitação aos gramados veio sob o comando de Mano Menezes, com as conquistas do Campeonato Paulista, de maneira invicta, e da Copa do Brasil. No clássico contra o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro de 2009, Ronaldo teve uma fratura na mão direita e desde então não conseguiu manter uma longa sequência de jogos.

Em 2010, Ronaldo teve uma temporada difícil. A ausência em boa parte dos jogos do Corinthians foi por causa de “dores que vão de uma perna a outra”. Na reta final do Campeonato Brasileiro, quando o time liderava a competição, Ronaldo sofreu a sua última lesão e teve de ser substituído, no jogo contra o Vitória. O Corinthians não só não venceu como também perdeu a liderança do campeonato naquela partida.

A pedido do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, a quem Ronaldo chama de “irmão”, o jogador teria postergado a aposentadoria para 2011, quando, anteriormente, havia pensando em deixar o futebol no ano passado. Além de se pôr à disposição do time para assuntos extra-campo, Ronaldo agradeceu também aos demais clubes por quais passou – São Cristóvão, Cruzeiro, PSV Eindhoven (HOL), Barcelona (ESP), Internazionale (ITA), Real Madrid (ESP) e Milan (ITA) -, que o fizeram ter uma carreira vitoriosa.

Sem tantas lesões, não seria uma carreira marcada por vitórias de superação. Houve derrotas, mas que não conseguiram tirar de Ronaldo a marca de jogador mais popular dos últimos 20 anos. Segundo o próprio jogador, “foi lindo”.

O futuro

Ronaldo deixa os gramados, mas não o futebol. O ex-jogador vai se dedicar à empresa de marketing esportivo a qual é sócio, a 9ine. O foco da empresa é patrocinar e cuidar dos negócios de atletas que despontam em seus esportes. Não são promessas, mas sim realidades. O lutador campeão de MMA Anderson Silva é um dos assessorados por Ronaldo. As jovens estrelas do Santos Futebol Clube, Neymar e Paulo Henrique “Ganso”, são nomes visados pela empresa.

Ronaldo também pretende criar uma instituição voltada às crianças, a qual ele deu o nome provisório de “Criando Fenômenos”.  Sem revelar muitos detalhes, Ronaldo disse que ainda é uma ideia sem data prevista de inauguração. Ainda na entrevista, Ronaldo se pôs à disposição do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, para ser um embaixador do clube.

Obs: texto baseado em jornalismo de revista escrito em fevereiro ou março de 2011 para a faculdade.

Jornal dedicado à carreira pública regionaliza o noticiário

Por @DuVasconcelos, @Fradimmarcelo e @Sismone

O jornalismo segmentado não é suficiente para atender a demanda de um público específico. O segredo é a regionalização do noticiário, afirma o diretor da sucursal de São Paulo do Grupo Folha Dirigida, Antônio Steter. Há 25 anos no mercado, a Folha Dirigida, jornal voltado à carreira pública, descobriu que, embora o interesse do leitor seja o mesmo em qualquer lugar do país, o noticiário deve se adaptar ao público de cada região. “A regionalização fez com que o grupo assumisse a liderança deste segmento em todo o país, inclusive no Estado de São Paulo, onde já havia um jornal voltado à carreira pública antes do nosso.”

O interesse da população pela carreira pública não é novidade, uma vez que a chance de um emprego estável e ascensão profissional são características do funcionalismo. O papel do jornalismo especializado em carreira pública é transformar esta oportunidade de emprego em informação jornalística. “Nossa linha editorial prima pelo conteúdo jornalístico. Não é pegar um edital de concurso e publicá-lo, não é um diário oficial. O diferencial está na antecipação da informação”, explica Steter.

Portanto, quando um órgão público demonstra interesse ou abre processo de licitação para contratação de organizadora, a Folha Dirigida noticia. “Como há um número enorme de pessoas que querem ingressar à carreira pública, é preciso que o candidato se prepare para as provas. Muitas vezes há um período curto entre a publicação do edital e a prova”, afirma o editor Fernando Cezar Alves. Desta maneira, a informação antecipada faz com que o candidato inicie os estudos muito antes da publicação do edital.

Fernando Alves diz que a pauta do jornal não se limita a acompanhar o processo do concurso, da sua divulgação ao resultado final, mas também se manter ao lado do candidato no que for necessário, caso seja constatada alguma irregularidade. “O concurso é um processo de certa forma técnico. Procuramos fazer matérias que fogem um pouco desta lógica, mas que sejam de interesse do leitor. Por exemplo, se for sair um edital para determinado cargo, procuramos ouvir quem já trabalha nesta área para que ele explique baseado em sua experiência como ela é aos futuros candidatos”, diz Alves.

Segundo a repórter Eliane Anjos, o jornalista desta área deve conhecer os órgãos públicos e suas funções; acompanhar a agenda das autoridades, promulgação de decretos e leis; descobrir o que tem sido feito para valoração do funcionalismo; e não se prender ao oficialismo, como confrontar informações de sindicatos, órgãos, organizadoras e servidores.

“A linha editorial do jornal independe do governo, dos cursos preparatórios e das organizadoras. Não temos vínculo com ninguém. Contratou sem concurso, o jornal denuncia e faz movimento contra isto”, diz Steter. Segundo o diretor, o grupo planeja promover debates entre autoridades e sindicalistas e realizar seminários acerca do funcionalismo. “A função do jornal é trazer, dentro do nosso negócio, este debate à sociedade”, conclui Steter.

Linkin Park: sucesso, dor e riscos. E ainda quer mais!

Com Hybrid Theory (2000), nasceu um novo jeito de fazer música, ao unir elementos distintos para criar uma sonoridade desigual. E, assim, um novo ídolo despontou para as massas. Com Meteora (2003), esse fenômeno incontrolável se consolidou no cenário da música pop. Com Minutes to Midnight (2007), todos os estereótipos caíram por terra e os críticos amargaram suas conclusões equivocadas a respeito daquela que seria considerada a banda da década.

Os números não negam. O disco de estréia é o mais vendido do milênio: 25 milhões de cópias, das quais 10 milhões somente nos Estados Unidos, o que o tornou disco de diamante no país (equivalente a 10 vezes platina). Cinco singles do segundo álbum atingiram a primeira posição da parada de rock americana. Feito inalcançado por qualquer outro disco da história da música. Em plena era do download e dos piratas, o terceiro foi o mais vendido no mundo em 2007. Sem contar as vendas por download legal, ou seja, somente o formato físico, em três anos foram oito milhões de cópias comercializadas.

Além de dois prêmios Grammy, uma parceria bem sucedida com o rapper Jay-Z e ter o seu próprio festival de música, estima-se que o seu número de fãs seja algo em torne de um milhão. Então, com tudo isso, o que esperar do maior expoente do rock dos anos 2000, segundo a Revista Billboard, nessa segunda década do século 21?

Linkin Park, um nome que diz absolutamente nada, mas que se tornou sinônimo de gênero musical. Sem músicas felizes ou românticas, a banda expressa em suas letras angustiantes a dor, o esforço e a reflexão, traduzindo a linguagem dos jovens de sua época. “É um desconforto confortante. Nossos fãs se identificam com esses assuntos através de nossas músicas”, diz o vocalista Chester Bennington.

Segundo single da carreira, “Crawling” é a precursora das músicas introspectivas da banda. Em nenhum momento a palavra “você” é proferida. Embora não fique claro, a canção, caracterizada pela alternância de partes leves e pesadas, se baseia nos abusos sexuais sofridos por Bennington na juventude. “É sobre eu ser o motivo por me sentir dessa forma. Há algo dentro de mim que me põe pra baixo”, declarou o vocalista à Rolling Stone americana.

A interpretação individual está presente nas letras do Linkin Park. Em “Breaking the Habit”, o vocalista e multi-instrumentista Mike Shinoda escreveu sobre um amigo viciado em drogas. Da mesma forma que “Crawling”, isso não está evidente, mas algum problema a ser enfrentado fica nítido na canção, que levou cinco anos para ser finalizada.

Apesar de grande parte do público e da crítica considerar a forma como o Linkin Park trabalha o rap e o rock em seu som como sua marca registrada, outro aspecto é ainda mais evidente na forma como a banda trata suas composições. Criar música com partes leves e pesadas e elementos que, à primeira vista, não entrariam em consenso.

Toda música é feita para que determinada pessoa possa cantar. No caso do Linkin Park, as vozes guias ficam ao cargo de Chester Bennington. Dotado de uma garganta poderosa, Bennington faz com que o som do Linkin Park possa fluir tanto ao compasso de guitarras pesadas como de loops de teclado, samplers e sinterizadores. Ao contar também com um vocalista para raps e harmonias mais baixas, Shinoda, e um DJ, Joe Hahn, a criatividade do Linkin Park é imensurável. Por isso, a power ballad “Shadow of The Day” e a punk/hardcore “Given Up”, mesmo que possam ter assustado de início, caíram nas graças dos fans, que não exigem que o rap apareça só para ocupar espaço .

Hits como “One Step Closer”, “Numb”, “What I’ve Done” não apresentam, ou apresentam pouco, rap. Mas desde o Hybrid Theory há passagens leves e pesadas na musicalidade da banda. Somente com a terceira canção de trabalho do disco, “Papercut”, raps de Mike Shinoda dominaram os versos. Com “In the End”, o Linkin Park encontrou seu ponto de excelência. Piano, vocais melódicos de Bennignton se alternando com raps de Shinoda nos versos e refrão poderoso.

No Meteora, além da guitarra rítmica presente em diversas faixas e da incorporação de instrumentos de corda, um fator o distingue do primeiro disco: a eletrônica. “Isso sempre esteve presente em nossa música. Mas às vezes queremos deixá-la em mais evidência”, diz Shinoda sobre a diferença do disco em relação ao antecessor. Comprova-se as palavras do rapper pelos samplers de “Somewhere I Belong”, “Faint” e “Lying From You”, além da peça que quebra tudo o que se pensava de Linkin Park até então, “Breaking the Habit”.

A falta de rap não fez de Minutes to Midnight um fracasso, pelo contrário. “O rap não tem que estar lá só por estar. Tem que ser bom”, disse Shinoda à época de lançamento do terceiro disco. Dos cinco singles do álbum, somente em “Bleed It Out” o público ouviu Shinoda rapear. Como se não bastasse, a música é a única de todo o álbum a ter a marca registrada do Linkin Park, o rap e o rock simultaneamente, porém com rimas mais soltas e guitarras anos ’70, diferentemente dos discos predecessores.

Depois do sucesso monstruoso dos dois primeiros discos, sendo Meteora lançado numa época em que o chamado new metal já havia morrido, Minutes to Midnight foi um risco enorme para quem já tinha descoberto a fórmula do sucesso. Em 12 músicas, 12 gêneros diferentes. E o Linkin Park acertou novamente.

Agora, o que podemos esperar de uma banda que conseguiu tanto em tão pouco tempo? Será que vai conquistar ainda mais fãs? Voltará às origens? Tentará uma nova maneira de unir o rap e o rock? Fará músicas sem brilho e investirá nas mesmas fórmulas?

A resposta para todas essas perguntas e para tantas outras que possam surgir já tem nome e data. A Thousand Suns chega às lojas em 14 de setembro. Se depois de uma década de sucesso o Linkin Park ainda continuará a ser o maior expoente do rock, difícil afirmar. Mas talento para isso é inegável que os donos de oito singles número 1 na Billboard têm de sobra. Rumores sobre A Thousand Suns afirmam que se trata de mais um álbum arriscado, em que, mais uma vez, o que se pensava sobre Linkin Park terá de ser reconsiderado. Diante disso, só nos restam duas opções: ou o Linkin Park queimará no fogo ou resplandecerá sob mil sóis novamente. Aposto na segunda opção.

CPTM investe em trem turístico e já planeja ampliação de passeios

Locomotiva e vagões dos anos 1950 conduzem passageiros por passeis turísticos na Região Metropolitana de São Paulo

Da Estação da Luz com destino a cidade de Jundiaí, uma locomotiva com apenas dois vagões parte todas as manhãs de sábado. A viagem dura cerca de 1h30, não há passageiros em pé, escalas, nem assentos reservados para idosos. Obviamente, não se trata de um trem comum da Linha 7 – Rubi, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que faz o mesmo trajeto, mas com muito mais trens e passageiros, além de circular todos os dias. Aos domingos, quinzenalmente, o destino da locomotiva é a cidade de Mogi das Cruzes, que, assim como Jundiaí, também se localiza na Grande São Paulo.

Fruto da parceria entre a Secretaria de Estado de Transportes Metropolitanos e a CPTM, o Expresso Turístico é uma opção de turismo na Região Metropolitana de São Paulo, que tem como objetivo integrar diversos pontos turísticos, históricos e culturais ao longo da malha férrea da CPTM. Inaugurado em 18 de abril de 2009, o Expresso Turístico já transportou mais de 10 mil passageiros, apesar de a divulgação ser quase que exclusivamente feita através dos transportes públicos metropolitanos.

Atualmente, o Expresso Turístico conta com duas opções de passei: Luz-Jundiaí e Luz-Mogi das Cruzes. O trajeto Luz-Paranapiacaba está previsto para este ano.

Datados da década de 1950, os vagões foram restaurados pela CPTM, mas não perderam o visual retrô, que dá charme ao passeio. “Ouvir novamente o apito, a resposta do maquinista, o som cadenciado da locomotiva e sentir o suave deslizar sobre os trilhos já garantem, sem dúvida, um belo passeio. Recomendo”, comenta, entusiasmado, Wanderley Honorato, ainda na Estação da Luz, após retornar de Jundiaí.

O trajeto Luz-Jundiaí percorre a estrada de ferro implantada em 1867 pela empresa inglesa São Paulo Railway (SPR). Entre as atrações estão o Museu Ferroviário, da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a Serra do Japi, com suas trilhas e caminhadas, e o Circuito das Frutas, com uma viagem pelas fazendas produtoras de frutos típicos no entorno da cidade de Jundiaí. Os monumentos arquitetônicos ao longo do caminho seguem o estilo inglês, principalmente as estações construídas pela SPR.

Já na viagem Luz-Mogi das Cruzes, o Expresso Turístico segue pelos trilhos da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, que foi construída em 1877, ainda na época imperial, para ligar o Rio de Janeiro a São Paulo. Como opção turística, o destaque é o Circuito das Flores, uma vez que a cidade de Mogi das Cruzes é um centro produtor de flores, principalmente de orquídeas. Além disso, há as igrejas da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, que, no século 17, foram referência na produção de música barroca.

Embora o Expresso Turístico ainda não tenha completado um ano de atividade, a CPTM já planeja ampliar a variedade de passeios. Segundo a assessoria de imprensa da Companhia, ainda este ano entrará em operação o trajeto Luz-Paranapiacaba, distrito da cidade de Santo André. A viagem terá uma parada na Estação Prefeito Celso Daniel, em Santo André, para atender aos moradores da região do ABC. O percurso seguirá pela Linha 10 – Turquesa, da CPTM, também construída pela São Paulo Railway. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, encontram-se em estudos os trajetos São Paulo-São Roque e Jundiaí-Luz.

Juntos, os dois vagões contam com 174 acentos, além de uma vaga reservada para cadeira de rodas.

Em contrapartida a restrita divulgação, não é simples conseguir vaga no Expresso Turístico, que conta com 174 assentos mais uma vaga para cadeira de rodas. As passagens podem ser adquiridas somente na Estação da Luz, e com antecedência de três meses e meio da data do passeio. E quem quiser realmente embarcar na viagem deve se apressar para comprar seu ingresso, pois com um mês de antecedência a maioria das vagas já está preenchida. O valor da passagem é de R$28. Há desconto para grupos de até quatro pessoas: a primeira passagem sai pelo valor integral, e as demais por R$14 cada. O Expresso Turístico parte da Estação da Luz às 8h30 e retorna das Estações Jundiaí e Mogi das Cruzes às 16h30.

O ingresso vale apenas para a viagem de trem. Os passeios pelos pontos turísticos das cidades são comercializados por agências de turismo. Ou seja, a CPTM se responsabiliza somente pelo transporte e sua conseqüente sensação saudosista de estar em uma locomotiva, que por si só já é uma viagem à parte. Uma viagem ao passado.

Dead By Sunrise nasce das cinzas de Chester Bennington

O ano era 2005, e o Linkin Park estava em hiato. Enquanto seus companheiros de banda tentavam reformular o contrato com a gravadora, em meio a discussões com a Warner e vai e vem de informações sobre um possível retorno ao estúdio para a gravação do terceiro álbum, e o parceiro de vocais Mike Shinoda surgia com um projeto paralelo de rap, Fort Minor, seu mundo ruía.

Vocalista da banda que mais vendeu no século 21, Chester Bennington sofria com o fim de seu casamento, passando por recaída nas drogas e no alcoolismo, além de viver desprovido daquilo que seu talento lhe proporcionou. Uma vez acostumado à fartura de dinheiro, viver sem ele não foi fácil para Bennington, que, segundo o próprio, “tudo o que eu tenho é o que você não tomou”, sobre a ex-mulher, em “In Pieces”, do Linkin Park.

Nesse mesmo ano, suas únicas aparições nos shows do Music for Relief (entidade criada pela banda afim de angariar fundos para vítimas de desastres naturais) e Live 8 foram sacrificantes, já que todos os dias desejava morrer ao nascer do sol. Embora fosse um zumbi na Terra, um homem arruinado, cumpriu seu papel com as obrigações de tocar nos shows em benefício de causas sociais, sem que ninguém notasse sua agonia implícita.

Em 2006, a banda se reuniu novamente para produzir o tão aguardado disco sucessor de Meteora. Em 14 meses de estúdio, muitas ao lado do lendário produtor Rick Rubin, Minutes to Midnight foi lançado no ano seguinte, dividindo a opinião dos fãs que esperaram quatro anos por um novo álbum.

Porém, antes de entrar de cabeça na produção do terceiro disco do LP, Chester Bennington, com colaboração de amigos da banda Julien-K, iniciou seu projeto paralelo, que mais tarde viria a se chamar Dead By Sunrise. “Eu tinha algumas canções que soavam muito bem, mas eu sabia que não pertenciam ao estilo do Linkin Park. Eram mais sombrias e mais humoradas do que qualquer outra coisa que eu tinha levado para a banda. Então decidi trabalhá-las por conta própria ao invés de transformá-las em músicas do Linkin Park.”

Como o Linkin Park está acima de qualquer vontade individual, Bennington cessou as gravações de seu disco solo para gravar com a banda. Somente após o fim da extensa turnê de divulgação de Minutes to Midnight, que tomou conta de 2007 e 2008 na vida do grupo, Bennington, enfim, teria tempo de finalizar seu álbum solo.

Produzido por Howard Benson, Out of Ashes é o primeiro disco do Dead By Sunrise. O debute traz 12 canções alimentadas pelas raízes roqueiras do vocalista. Com uma sonoridade grunge, punk e hard rock (longe das características do Linkin Park), Bennington mostra mais liberdade melódica, acompanhado dos exagerados backing-vocals dos instrumentistas. O título do álbum (fora das cinzas, em tradução livre) tem intenção de expressar como se Bennington renascesse para a vida. O processo de gravação teve duas etapas. Na primeira, antes de Minutes to Midnight, Bennington passava os dias trancado em sua casa, bebendo, se drogando e “curtindo por aí”. Com a reunião do Linkin Park e um novo amor à vista, a solidão e a recaída nos entorpecentes se tornaram uma página virada em sua vida.

O fim de 2008 e início de 2009, ao lado de Amyr Derakh (guitarra) e Ryan Shuck (guitarra), do Julien-k, além de Anthony ‘Fu’ Valcic (sintetizador), Brandon Belsky (baixo) e Elias Andra (bateria), foram dedicados à finalização do disco, que viria a ser lançado em 13 de outubro deste ano.

Análise
A balada “Fire” abre o disco queimando as perspectivas de som leve e letras tranquilas, com bateria forte e boas levadas de guitarra nos versos. O destaque, porém, fica por conta da ponte, contrastando leveza e peso, com Bennington cantando “Eu tenho que encontrar um jeito de não deixar minha dor queimar até os ossos”.

Na segunda faixa temos o primeiro single. A grunge “Crawl Back In” é pesada e cativante, com belos gritos do vocalista. Um ponto interessante é a letra ter um pé na teoria do assujeitamento (“Às vezes eu olho para mim mesmo e não sei quem sou / eu vejo um pedaço de cada um que conheço enterrado sob a minha pele”). Apesar da coincidência, a letra é baseada na batalha pela qual Bennington passou ao enfrentar o vício do alcoolismo. Mas, assim como no lirismo do Linkin Park, à margem para diversas interpretações.

Entre as canções pesadas do disco, destaque para  ”My Suffering”, com poderosos gritos de Bennington. Já a hardcore “Inside of Me” vem acompanhado do melhor refrão do disco. A letra, assim como o nome da canção, bem que poderia ser do Linkin Park, por ser bastante introspectiva, ao se referir a uma mudança interior (“Eu me sinto mais só a cada dia/ E simplesmente tão longe/ Eu sei que algo deve mudar/ Dentro de mim”).

“Condemned” é a mais pesada do disco, mas não mostra muita qualidade, exagerando em gritos. “End of the World” não é necessariamente uma grande música, mas, por outro lado, traz boas guitarras e Bennington, mais uma vez, revela ótimo desempenho. Fato curioso é que se trata da única música fora de contexto do disco, pois trata de temas sociais, como não ter dinheiro para comprar gasolina ou pagar aluguel.

Nas baladas, as decepções de Bennington durante seus anos de angústia são escancaradas. “Let Down”, segundo single, inspirada no fim de seu primeiro casamento, expressa o medo de seguir por um velho caminho na vida, em que o final é triste e decepcionante. Talvez se trate da canção mais cativante do disco, apoiada no fato de ter refrão grudento.

“Into You” tem melodia vocal esquisita e soa pop. Mas é um ótimo som, com algumas passagens mais pesadas e letra obscura (“Fumo um outro cigarro/Ele mata a dor/ Isso é tudo o que sobrou de mim” | “Sou um homem cujas tragédias foram substituídas por lembranças/ tatuadas em minha alma”).

Pode-se dizer que “Give Me Your Name” é o ponto mais fraco do disco. É tão melosa, mais tão melosa que, às vezes, pensa-se que o voz não é de Chester Bennington. “Too Late” não parece o tipo de música que teve muita produção, mas as letras sinceras e o som agradável valem a pena.

As surpresas positivas são o duo que fecha o disco. “Walking in Circles” é obscura e quebra com a estrutura musical presente no disco. Se trata de uma faixa fria, com sonoridade sombria e letra questionante. Para encerrar, Dead By Sunrise apresenta o que Out of Ashes tem de melhor. “In the Darkness” abre com beat box, passando por melodias perfeitas de Bennington e culminando em refrões intensos. O sintetizador faz sua parte, encerrando assustadoramente essa canção. Ou melhor, deixando para trás o período de cinzas de Chester Bennington, bravamente revelado num grande disco de rock.

Em projeto paralelo, Bennington se mostra mais roqueiro

Enfim, Chester Bennington pode cantar uma música de puro rock n’ roll. Já há nove anos no cenário musical com o Linkin Park – vendendo milhões de álbuns mundo afora e emplacando um hit atrás do outro nas rádios e na MTV -, o vocalista lança o primeiro single de seu projeto paralelo, o Dead By Sunrise, em que, reunido de amigos da banda Julien-K, detona tudo na canção “Crawl Back In”.

De longe o membro mais roqueiro do Linkin Park, Bennington sempre se saiu muito bem dividindo os vocais ao lado de Mike Shinoda, que se incumbe de despejar frenéticas rimas sobre as guitarras estridentes da banda. No entanto, é complicado dizer que o LP é uma banda de rock. Além da hibridez inovadora de seu som, responsável por alçar a banda entre as maiores da década, a música do sexteto nunca seguiu uma linha de rock.

Algumas faixas que se enquadrariam no rótulo de “roqueiras” poderiam ser ”No More Sorrow”, “No Roads Left”, “Given Up” e, com muito esforço, “What I’ve Done”.  Coincidência ou não, todas contam com apenas um vocal, ou seja, todas sem rap. Mas o LP não soa como uma banda de rock. A música não é baseada em guitarra, baixo e bateria. Vai muito além disso.

Já com o Dead By Sunrise, Bennington tem liberdade de fazer rock. “Crawl Back In” é uma perfeita primeira impressão de como o projeto deve soar. A música lembra elementos de Guns N’ Roses, Bad Relligion, Velvet Revolver; tem pegada punk num rítmo hard rock. Tudo o que o LP não é. “Crawl Back In” possui apenas 1/6 do som do Linkin Park: os característicos gritos de Chester Bennington e refrão cativante. Agora, resta esperar 13 de outubro chegar logo, para que o disco Out of Ashes chegue às lojas, com um Chester Bennington mais roqueiro do que nunca.

Os fãs do Linkin Park com certeza não ficarão decepcionados. O single lançado pelo vocalista que inspira suas mentes conturbadas já foi aprovado pelo maioria dos jovens que acompanham o LP desde suas raízes.

“New Divide”, única canção do Linkin Park lançada neste ano, tema do filme “Transformers: a vingança dos derrotados”, cumpre belo papel ao preencher a lacuna entre o último disco da banda, Minutes to Midnight, de 2007, e o tão aguardado quarto álbum, a ser lançado no próximo ano. Esta canção, que apesar de não possuir rap, também não entra no time de rock do Linkin Park. Samplers são facilmente confundidos com guitarras e os sintetizadores levam a banda a um ponto confortante de trabalho, em que Bennington contrasta o cantar calmamente dos versos com um refrão poderoso. Isso é Linkin Park.

Dead By Sunrise… é rock n’ roll.


Quem quiser identificar as diferenças entre o trabalho de Chester Bennington no Linkin Park e no Dead By Sunrise pode assistir as performances de ambas as bandas no Sonisphere Festival, em Knebworth, Inglaterra, do dia 1º de agosto.

“Crawl Back In” foi tocada durante o primeiro bis do Linkin Park. A banda saiu do palco e deixou Chester cantar três músicas com o Dead By Sunrise.

“New Divide” foi uma das últimas tocados na noite.  Após o Dead By Sunrise finalizar sua curta performance, Linkin Park retorna ao palco, iniciando o segundo bis com sua música mais recente.

Pequena Dialética sobre o Paulistão

A primeira fase do Campeonato Paulista 2009 está chegando ao fim. E, dessa vez, ao contrário dos últimos anos,  tudo indica que teremos clássicos nas semifinais.

No momento, o Palmeiras segue líder. Corinthians e São Paulo serão os 2º e 3º colocados, ou vice-versa. A última vaga está aberta: Santos, Portuguesa ou Santo André. A Lusa está em vantagem. Depende apenas de suas próprias forças. O time do ABC  tem que fazer sua parte e torce por tropeços de seus concorrentes. Já o Santos aposta na vitória no duelo contra a Lusa.

Os clássicos entre os quatro grandes já foram disputaos. E surpreenderam. O Palmeiras, melhor time do campeonato, conseguiu quatro pontos nos confrontos com os rivais. Primeiramente, venceu o Santos. E venceu bem. Goleou por 4×1. Contra o arquirrival Corinthians a história foi diferente. O time do técnico Luxemburgo  derrotou, em tese, o de Mano Menezes, mas não superou Ronaldo. No final, 1×1. Um empate que entrou para a história do futebol (não hé necessidade de explicar o por quê). Contra o São Paulo, mais uma vez o Verdão não venceu no Morumbi.  O placar magro de 1×0 foi a primeira vitória em clássicos do Tricolor, e a primeira derrota, em todo o campeonato, do Palmeiras.

O campanha do São Paulo não é diferente da do Palmeiras. Também empatou com o Corinthians, e o jogo também teve o mesmo resultado final, 1×1, mas sem Ronaldo. Perdeu para o Santos na baixada pelo mesmo resultado que viria a obter sobre o Palmeiras. Computou 4 pontos.

Com derrotas para Palmeiras e Corinthians, o Santos conseguiu apenas 3 pontos em 9 possíveis, ao vencer o São Paulo. Time de muita irregularidade no campeonato, Kléber Perreira e companhia correm por fora na busca pelo título.

A taça do paulistão 2009 vai vir para a capital. Só resta saber o endereço.

O Palmeiras deveria abrir o olho, e rápido. Garantir a primeira posição seria como já estar na final. Não enfrentar nenhum dos rivais da capital na semi é uma vantagem e tanto.  Um empecilho deve ser a Libertadores, já que o Verdão faz campanha pífia no campeonato continental. Mais uma resultado ruim diante de concorrentes sul-americanos, a equipe fica de fora do mata-mata. E é crise na certa.

Se o São Paulo jogar tudo o que sabe, fica com a taça. Tem a melhor equipe (mas o melhor futebol ainda é verde). Assim como o Santos, o Tricolor vem se apresentando com irregularidade. Perdeu jogos para times fracos. Mas soube vencer quando foi preciso.

Contudo, não se pode esquecer de mais um concorrente ao título. O Corinthians não perde. É o único time invicto no campeonato. E tem o melhor desempenho em clássicos (1 vitória e 2 empates). Por outro lado, não apresenta bom futebol. Depende muito de 3, 4 jogadores (André Santos, Elias, Dentinho e Ronaldo). Com o futebol que vem praticando, ver o Timão campeão paulista é difícil. No entanto, é bom os rivais se focarem no título e tirarem a invencibilidade do time do Parque São Jorge. Caso não, é Timão 26 vezes campeão estadual, na certa!

Minutes to Midnight – Review

Before we get it started: I began the following text long ago, probably last year. I decided to end it this weekend. So, I’ve listened those songs many times since the first. That’s why I decided not to give scores. I could say that this text is one year in the making, but that wouldn’t be true. Hope you like it.

Minutes to Midnight – Review

 

Since Meteora (2003), Linkin Park fans had waited fours years for a new album. Released last year on May 14th worldwide and 15th in the USA, Minutes to Midnight is how their latest album is named.

The album title is a reference to Doomsday Clock, which sets the time to the end of the world in an atomic war, being midnight a symbolic way to mean the end. By the way, nowadays we are at five minutes to the end/midnight. The band stated that midnight represents the end of the old Linkin Park style because now they want to take new steps in their career.

However, what does make Minutes to Midnight a forward step? Let’s check it out on a track-by-track review by a true hardcore Linkin Park fan.

 

Wake – Instead of a short-opening-track, Minutes to Midnight comes with the entire band playing on this song (exception of Chester Bennington). With time, it increases in volume and ends on a rock n’ roll rhythm, leading out to the next one. Joe Hahn’s turntables could have added some scratching elements on it, I don’t know why the band left it out here.

 

Given Up – First new thing. This song brings a punk-rock/hardcore side of the band to the front. It’s aggressive, raw, quick and heavy. Powerful bass on the verses, aggressive vocals and a screaming chorus. On the bridge, Bennington puts his lungs out yelling several times the line “put me out of my f**king misery”. For sure this is one of the old fans favorites.

 

Leave Out All the Rest – Third track and we already face a ballad. Once listened the chorus, it can’t get out of your mind. Great combination among piano, strings and slow vocals. The deep theme of the lyrics related to death seems appropriated for a slow song. Even being a ballad, this song is unquestionable.

 

Bleed It Out – It can remind us the old Linkin Park we’re used to hearing. But it is far away from those electronic elements. The rap/rock music here represents other way the band has found to improve their trademark style. Shinoda did an amazing job rapping on the classic rock guitar riff. Fast rhythm and full of energy. So, perfect for live performances.

 

Shadow of the DayThis track shows that the band has been improving their ballads. The peaceful vocals of Bennington are fantastic. Seems he’s learned how to sing in different tones, even more serious, like this one. Strings also make a difference here.

Much better if it is listened in surround sound system.

 

What I’ve DoneGood records need good songs, of course. But that’s not enough. A smash hit is requested. The haunting-style piano and the short guitar solo are the highlights of the track. The chorus is easily sung with passion. It’s a song to be always part of the set list, no doubt. One of the best of the record and perfect choice for the first single.

 

Hands Held HighHip-hop time. Shinoda raps a message against war on a simple piano base and drum beat. Instead of a hard rock chorus we have a choir here.

It sounds much closer to Fort Minor’s musicality than Linkin Park’s. Anyway, an impressive and essential track on the record.

 

No More SorrowThis massive alternative metal song rocks and frightens some governments which are all involved in wars. If you have sensitive audition, keep away from this track. It’s the heaviest on the entire album. Great job on the intro combining drums, bass and a guitar riff. It’s just rock n’ roll by here. Bennington shows his singing-style mixing melodic and screaming vocals. First time Linkin Park uses their anger for politics.

 

Valentine’s Day It’s too pop to be a Linkin Park song. No boring but nothing much exciting here. Has a nice base which increases gradually. At once it might surprises you with the last refrain. As was said, not a great song but has yours own cool points.

 

In BetweenIt is made of a simple bass line and Shinoda vocals on it. Another peaceful track. I don’t see great work here but is still nice. Seems the band was able to develop songs in completely different genres. In the middle of these pros and cons, one thing is absolutely unquestionable: Not a song for shows.

 

In PiecesHere, the album recovers its honor. The guitar solo divides two kinds of songs: one slow and other powerful. Bass and keyboard seemed a great achievement the band conquered with this album. Every verse adds more and more power to the song. A ska-style guitar soon transforms into a fast, heavy rock rhythm. It’s a lesson of combining distinct elements.

 

The Little Things Give You Away – One last surprise. Linkin Park and an acoustic guitar together?  Better believe it! The last ballad shows a magnificent song. When the track reaches the bridge, it becomes an epic. The lyrics, which are based upon hurricane Katrina disaster in New Orleans, finish one more result of hard work. One minute-length guitar solo and incredible ending, which Bennington sings the best harmony ever. Perfectly, Minutes to Midnight gets its end.

 

 

So far, this is the calmest Linkin Park record. The style is far away from the previous albums, but it’s easy to find the integrity of the band here. Every song has your own genre and musicality. Hard to say whether is worse or better than Hybrid Theory and Meteora. In conclusion, one more great record.

 

Linkin Park is:

 

Chester Bennington: Vocals, Guitars

Rob Bourdon: Drums

Brad Delson: Lead Guitars, Keyboard

Joe Hahn: Sampling, Turntables, Programming

Phoenix: Bass, Guitars, Backing-vocals

Mike Shinoda: Vocals, MC, Guitars, Keyboard

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