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	<title>Meus medos e defeitos</title>
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		<title>Meus medos e defeitos</title>
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		<title>Obrigado, jornalismo</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 12:57:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[fim]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz alguns dias que tudo terminou. Nenhuma frase foi escrita nos últimos fins de semana nem capítulos de livros de teoria foram lidos. A entrega, a apresentação e a nota do TCC já foram dadas e os colegas também já desfrutam da vida pós-faculdade. A euforia do momento de glória também já passou. E deixei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=748&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz alguns dias que tudo terminou. Nenhuma frase foi escrita nos últimos fins de semana nem capítulos de livros de teoria foram lidos. A entrega, a apresentação e a nota do TCC já foram dadas e os colegas também já desfrutam da vida pós-faculdade.</p>
<p>A euforia do momento de glória também já passou. E deixei que isso passasse propositalmente. Assim, esse texto não se enche de palavras enganadas pelo sentimento de vitória por conta de um trabalho acadêmico.</p>
<p>O trabalho, diga-se, é apenas a cereja do bolo. Eu, particularmente, não costumo comê-la, prefiro muito mais o recheio. E é disso que quero falar.</p>
<p>Com o término desta etapa, de longos (ou curtos) quatro anos, chega-se a um momento de reflexão. É bastante clichê exaltar tudo o que aconteceu, ainda mais quando as coisas terminam bem. Valorizar, porém, o principal de tudo isso nem sempre é o que fazemos.</p>
<p>Ao ingressar na faculdade, o objetivo de todos é obter o diploma, o símbolo de ser um profissional da área escolhida. E o que fazer quando o diploma do seu curso, de um dia para o outro, não é mais necessário para exercer a profissão?</p>
<p>Muito mais que o diploma, a faculdade é um mundo repleto de novidades, ainda mais se você estiver na idade entre o fim da adolescência e o início da vida adulta. Além das transformações naturais que a idade nos traz, a faculdade (pelo menos no meu caso), nos faz entender, sobretudo, o mundo em que vivemos.</p>
<p>Aprender conceitos de notícia e reportagem, escrever com clareza e objetividade, criar uma pauta, entre outras atividades jornalísticas, são irrelevantes perto do que pude aprender durante os anos de faculdade.</p>
<p>Percebi como o mundo que construímos nos destrói dia após dia. Este mundo quer que sejamos mais competitivos do que solidários uns com os outros. E essa competição impiedosa nada mais é do que uma doença criada por nós, nos dizendo que temos que ser bons profissionalmente, melhores que nossos colegas, superiores aos desconhecidos. Só assim o mercado vai te aceitar. E eu pergunto: quem é esse tal mercado? Mais uma doença criado por nós, eu diria. A maior das enfermidades, por que não?</p>
<p>Vivemos em razão do mercado. Tudo o que procuramos desenvolver em nós mesmos é para estarmos mais aptos para o mercado. E, infelizmente, acabamos priorizando nossas carreiras e empregos aos amigos, à família, à vida.</p>
<p>Inconscientemente, criamos conflitos, e muitos. E a maioria das intrigas não possui motivo algum. Nos fechamos em grupos, de uma maneira que os que estão fora são perigosos e invejosos. E isso se deve a nossa ínfima capacidade de compreender e respeitar o próximo porque acreditamos que o sucesso é vertical. Somente quem está no topo, um lugar restrito, é bom. E é lá que devemos chegar, como se esse fosse o motivo de estarmos vivos.</p>
<p>Por conta dessas coisas e outras mais, deixamos de lado, ou tratamos com desprezo, nossa capacidade de nos relacionarmos com afeto.</p>
<p>Ao longo desses quatro anos, pude perceber aquilo que realmente faz nossas vidas terem algum sentido. Depois de alguns amores forçados, crises familiares e existenciais, consegui deixar boa parte das coisas as quais me faziam entrar em desespero ou simplesmente me irritavam para trás.</p>
<p>Tudo isso porque hoje entendo que o que mais vale na vida são os vínculos que construímos com as outras pessoas. Muito mais importante que passar quatro anos estudando para obter um diploma é construir laços com as pessoas que fazem parte da sua vida. Não no sentido que todos precisam ser grandes amigos, o que seria impensável, mas, já que o mundo quer que nos confrontemos, para andarmos na contramão disso.</p>
<p>Digo isso porque quando a vida nos passa a perna, não é nenhum diploma, conta bancária, time de futebol, bens de consumo que salvam nossas vidas. Tampouco notas dez que dizem se somos bons ou não.</p>
<p>O que mais mudou em minha vida nos últimos quatro anos – de professores a colegas de classe e de trabalho &#8211; foi a minha rede de amigos.</p>
<p>Obrigado, jornalismo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/748/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=748&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Jornalista perfila músicos que ganham a vida no centro de São Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 12:35:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[músico]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>

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		<description><![CDATA[Eles não têm fãs, não foram engolidos pela indústria nem contemplados por leis de incentivo à cultura. Mas amam a música, pois ela lhes dá de comer e os fazem esquecer os problemas impostos pela desigualdade social. Compasso urbano: a vida de quem transforma asfalto em palco e necessidade em arte, primeiro livro do jornalista [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=737&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eles não têm fãs, não foram engolidos pela indústria nem contemplados por leis de incentivo à cultura. Mas amam a música, pois ela lhes dá de comer e os fazem esquecer os problemas impostos pela desigualdade social. <em>Compasso urbano: a vida de quem transforma asfalto em palco e necessidade em arte</em>, primeiro livro do jornalista Ariel Cahen, faz jus ao nome.</p>
<p><a href="http://meusmedosedefeitos.files.wordpress.com/2011/10/compasso_urbano.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-742" title="Compasso Urbano" src="http://meusmedosedefeitos.files.wordpress.com/2011/10/compasso_urbano.jpg?w=630" alt=""   /></a>O livro é uma coleção de perfis – sete ao todo – de artistas que se apresentam no centro de São Paulo. A cidade, conhecida por ser o centro financeiro do país, convive diariamente com manifestações culturais, que entram em “conflito” com o dia a dia urbano e caótico dos paulistanos.</p>
<p>Os músicos retratados na obra são seres humanos simples que utilizam o dom artístico para obter algum dinheiro que lhes permita arcar com as necessidades básicas de suas famílias. A maioria não estudou música. Alguns, aliás, nem ao menos têm instrumentos convencionais. Mas nada disso os impede de fazer seus “shows”. A não ser a chuva, claro.</p>
<p>Os perfis não são extensos. Em algumas páginas, o jornalista enfatiza a origem humilde dos músicos, bem como suas sonoridades musicais e, sobretudo, a paixão pela música. Esta, a responsável por lhes dar o sustento de suas vidas. Além de fácil leitura, o livro vem acompanhado de um CD-ROM, que traz um documentário e fotos dos músicos.</p>
<p>Numa época em que o conceito de “indie” vem se perdendo, a palavra parece ganhar algum sentido ao ser associada às histórias apresentadas. Mesmo sem nenhum apoio, alguns grupos conseguem produzir e vender seus CDs e DVDs aos passantes.</p>
<p>Mais do que retratos de músicos de rua, o livro apresenta uma considerável parcela de artistas que não interessam ao mercado e que não foram contemplados por projetos e leis governamentais. Até mesmo o trabalho artístico nos mostra o quão desigual nossa sociedade se tornou.</p>
<p>&nbsp;<br />
<em>Obs: a quem interessar, o livro está disponível pelo site da<a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/pesquisaweb/pesquisaweb.dll/pesquisa?ID=C8D350827DB0A0A090E000137&amp;ESTRUTN1=&amp;ORDEMN2=E&amp;PALAVRASN1=Compasso+Urbano&amp;image2=&amp;ORDEMN2=E&amp;FILTRON1=X" target="_blank"> Livraria Saraiva</a>.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/737/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=737&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>A dor do amigo e a importância relativa de Steve Jobs</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 14:39:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[amigo]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[pai]]></category>
		<category><![CDATA[Steve Jobs]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem não gostaria de ter um iPad, um iPod e um iPhone? Quem sabe até mesmo ter em primeira mão o iPhone 4S? Eu gostaria. Apesar de não sentir falta de tudo isso, exceto do iPod, por ser louco por música. Não tenho muita propriedade para falar de Steve Jobs e seu legado. Gênio? Não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=732&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">Quem não gostaria de ter um iPad, um iPod e um iPhone? Quem sabe até mesmo ter em primeira mão o iPhone 4S? Eu gostaria. Apesar de não sentir falta de tudo isso, exceto do iPod, por ser louco por música.</p>
<p>Não tenho muita propriedade para falar de Steve Jobs e seu legado. Gênio? Não sei, mas é o que todo mundo está dizendo. Mas não vou cometer a injúria de menosprezar a sua contribuição tecnológica que revolucionou a nossa maneira de viver.</p>
<p>A morte de Steve Jobs, pra mim particularmente, é algo pequeno. Minúsculo. Para o eu jornalista, é relevante, sim. Se eu fosse seu fã, grande admirador de suas criações e de sua empresa, a Apple, provavelmente estaria lamentando a sua morte. Aliás, não tenho nada contra Steve Jobs e devo mesmo admirá-lo pelo que fez. Além do império tecnológico da Apple, me parece que Jobs ajudava muitas pessoas, e isso merece nossa admiração.</p>
<p>Horas antes do anúncio da morte de Steve Jobs, um amigo me contou que seu pai fez uma cirurgia considerada simples, mas houve algumas complicações no pós-operatório. O pai do meu amigo não está bem. E sinto que meu amigo também não está. Meu amigo também não tem iPhone nem iPad. Talvez tenha um iPod, mas não posso afirmar.</p>
<p>Mesmo que tivesse tudo isso, tenho certeza que todas as bugigangas tecnológicas seriam lixo diante da situação que meu amigo vive.</p>
<p>iPhones e afins são comprados. Quebram e adquirimos outros. Nos roubam, mas podemos ter outros. E se cuidamos direitinho, em dois ou três anos deixarão de ser hype. Se nunca os tivermos, não nos farão falta. Já o pai do meu amigo é completamente o oposto disso.</p>
<p>O pai do meu amigo não é o melhor homem do mundo, o mais justo, o mais amável, o mais lutador. Eu nem ao menos o conheço. Mas é o pai do meu amigo.</p>
<p>Isso aqui não é uma critica ao desenvolvimento tecnológico, até porque eu mesmo desfruto disso. Mas os sonhos de consumo criados pela indústria apoiada pelo marketing são doentios e nos deixam cegos. Enquanto muitos não veem a hora de receber mais um salário para comprar seu iPhone, outros ainda estão fazendo uma refeição por dia. Enquanto alguns idiotas tecnológicos mobilizam outros idiotas através de redes sociais clamando pela desoneração de tributos que incidem sobre produtos como o iPad, temos um alto imposto sobre os produtos da cesta básica, o que deveria ser inadmissível. E o que é mais importante: a cesta básica ou a Apple? Ou melhor, o que é fundamental?</p>
<p>É uma pena que tudo o que foi criado por Jobs não seja para todos. E é uma pena ainda maior ver que aqueles que têm acesso à genialidade de Jobs não perceberem que essas coisas não são tão importantes assim.</p>
<p>Importante é o pai do meu amigo. Assim como uma cesta básica (que nem todos têm acesso), ele está na base. Não me importaria se todos os aparelhos da Apple parassem de funcionar de repente. Ninguém vai (ou pelo menos não deveria) sofrer por isso.</p>
<p>Fica aqui meu voto pela recuperação de um gênio, o pai do meu amigo. Ficam aqui também meus votos para que todos tenham acesso à genialidade de Steve Jobs, mas somente após as três refeições, a saúde, a educação e as oportunidades que todos deveriam ter. Se todos nós tivéssemos tudo isso, hoje Jobs seria um gênio incontestável.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/732/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=732&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O seu TCC é sempre o mais fácil</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 13:28:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Já faz algum tempo que queria compartilhar neste espaço algumas considerações sobre o processo de elaboração de um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Neste ano, estou fazendo o meu, individual, monografia, o mais fácil, dizem. Pelo menos é o que eu tenho ouvido desde o mês de abril, mais ou menos. No curso de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=725&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz algum tempo que queria compartilhar neste espaço algumas considerações sobre o processo de elaboração de um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Neste ano, estou fazendo o meu, individual, monografia, o mais fácil, dizem. Pelo menos é o que eu tenho ouvido desde o mês de abril, mais ou menos.</p>
<p>No curso de jornalismo é comum que os TCCs sejam algum produto jornalístico: livro-reportagem, livro-fotográfico, revista, jornal, <em>site</em>, documentário, programa de rádio, programa de TV etc. Porém, há regras para que cada um dos segmentos possam ser produzidos. A principal delas é o número de pessoas em cada grupo. Não quero me estender aos demais cursos porque não sei como funcionam seus trabalhos de conclusão. Contudo, não será necessário para entender onde quero chegar.</p>
<p>Hoje, no final de agosto, desde fevereiro acreditando no tema, ouvindo contestações de todos os lados, todos os dias buscando forças para fazer mais um pouco, percebi que o meu trabalho é o mais fácil de ser feito. Pelo que parece, qualquer um que estivesse em meu lugar o faria com maestria. “É 10 com louvor!”, ouviriam na banca, na certa.</p>
<p>Um equívoco das pessoas, de maneira geral, é não perceberem que somos nós mesmos que criamos nossos problemas. No caso do TCC, ora, qualquer um tem a opção de escolher o trabalho que quer fazer, seja o tema, seja a plataforma de veiculação jornalística. Além disso, você tem de saber trabalhar com o tempo escasso, que te permite ter cerca de oito ou nove meses para terminar seu projeto. Também não podemos deixar de mencionar o número de pessoas envolvido no projeto.</p>
<p>Basta pensar: eu, sozinho, faria um documentário sobre a Usina Hidrelétrica de Belo Monte? Eu diria que tudo é possível. Mas ciência e sorte não devem andar juntas. Para esse hipotético documentário, eu teria de pesquisar sobre usinas hidrelétricas, sobre o que envolve a implantação de uma usina no Rio Xingu (PA), sobre documentários, fazer entrevistas com o governo, especialistas, membros da sociedade civil contrários à construção etc. Não preciso nem mencionar que deveria sair de São Paulo para ir ao local em que será (?) construída a usina.</p>
<p>Já para um grupo de cinco pessoas, embora ainda assuste, a possibilidade de o trabalho ser concretizado é muito maior. É como se o projeto “vivesse” 120 horas por dia e tivesse, no caso em que todos os membros do grupo trabalhassem, cinco salários para dar vazão às custas.</p>
<p>Mais importante que o seu trabalho ser fácil (na concepção dos outros) é o seu trabalho ter relevância para você. Ainda no caso hipotético do documentário sobre Belo Monte, será que os cinco membros do grupo são apaixonados pelo tema? Eu duvido.</p>
<p>No meu caso, faço uma pesquisa para identificar a atenção que a imprensa musical dedica à Lei Rouanet (Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991), famosa por permitir a captação de incentivos fiscais para projetos culturais. Para muitos, é completamente chato, porém fácil, claro. Quanto aos temas ditos chatos, ótimo. O curso se chama Comunicação Social – Jornalismo. Se fosse para ser o que os outros consideram como divertido, seria Comunicação Social – Entretenimento. Entretanto, isso não significa que eu não me divirta ao longo do processo.</p>
<p>Ainda sobre os temas “chatos” e “fáceis”, eu duvido que eles surjam do nada. No início do ano um de meus professores me disse que eu deveria procurar algo que me causasse estranhamento. Diante disso, percebi que a imprensa musical (o trabalho ainda não está concluído) pouco dava atenção a esse lado da música. Então, procurei unir a paixão (música) e a contestação (política), porque há um propósito com este estudo que vai além da nota na banca final. Pode parecer absurdo, mas é aquilo que chamamos de lutar por um jornalismo melhor, menos alienado e alienante.</p>
<p>O TCC, por si só, é desgastante. E afeta suas vidas pessoal, profissional e acadêmica. Portanto, mesmo que diante de todos os obstáculos ainda digam que o seu é o mais fácil, sinta-se elogiado. O principal não é ser difícil, grandioso ou teatral, mas, sim, responder a sua pergunta de pesquisa, que é algo que, presumo, represente um pouco de quem você é. O TCC que chamam de “fácil”, eu diria que, na verdade, é o esperto. Ou até mesmo genial.</p>
<p>Por fim, não é necessário muito esforço para entendermos porque há pessoas que dizem que os projetos dos outros são os mais fáceis. Para boa parte das pessoas, os outros são os que têm sorte na vida, são os mais amados, são os que têm mais dinheiro, são os que nasceram em berço de ouro, são os que têm os amigos mais fiéis, são os que menos se esforçaram para alcançar os objetivos. São os prediletos para Deus.</p>
<p>Eu não teria tanta certeza.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/725/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=725&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Venceu adversários, perdeu para si</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 00:16:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Vasconcelos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A superação de graves lesões marcou a carreira e o espírito de Ronaldo. O corpo, no entanto, se rendeu às dores Além de ostentar a camisa 9 da Seleção Brasileira por anos, ser multicampeão pelos clubes que jogou e se tornado o maior artilheiro das Copas do Mundo, Ronaldo Nazário ficou mundialmente conhecido por ter [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=719&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A superação de graves lesões marcou a carreira e o espírito de Ronaldo. O corpo, no entanto, se rendeu às dores</em></p>
<p>Além de ostentar a camisa 9 da Seleção Brasileira por anos, ser multicampeão pelos clubes que jogou e se tornado o maior artilheiro das Copas do Mundo, Ronaldo Nazário ficou mundialmente conhecido por ter superado as adversidades físicas que o futebol o impôs. Mas, aos 34 anos, em meio a uma rara noite de solidão, o Fenômeno só ouviu uma voz: a dor. E num dia atípico para o esporte, uma segunda-feira, o futebol o perdeu. Ronaldo pendurou as chuteiras.</p>
<p>Na entrevista coletiva no Centro de Treinamento do Corinthians, para mais de 200 jornalistas, Ronaldo, emocionado, anunciou a sua aposentadoria em meio a agradecimentos e revelações. A despedida do esporte que consagrou o menino do subúrbio do Rio de Janeiro foi antecipada. A intenção de Ronaldo era se aposentar no fim do ano, com o término da temporada 2011 do Corinthians. Mas uma série de fatores fez com que o jogador decidisse parar. “Perdi para o meu corpo”, sintetizou Ronaldo.</p>
<p>A história é parecida com a do tenista Gustavo Kuerten. Em seu último jogo, Guga, em lágrimas, disse que “não é que eu não queira mais jogar, mas não consigo mais”, em consequência do problema nos quadris. Ronaldo revelou que, depois da ruptura do tendão patelar do joelho esquerdo, em 2008, quando jogava pelo Milan – contusão idêntica à sofrida no joelho direito, em 2000, na Internazionale -, foi diagnosticado que o jogador seria hipotireóidico. E isso seria o motivo da sua briga com a balança. “Para quem fez chacota do meu peso, não guardo mágoa de ninguém”, disse aos jornalistas.</p>
<p>Entretanto, desde a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, Ronaldo já lidava com a condição física adversa. Os motivos principais de sua aposentadoria foram outros. Primeiro, o “fracasso” no projeto Libertadores da América com o Corinthians, que culminou na derrota ante o Tolima, em Ibagué (Colômbia), o último jogo de Ronaldo. Dias após a eliminação do time, Ronaldo postou no microblog Twitter que havia pensado em parar, mas não daria “esse gostinho aos críticos” e que ainda o veriam dar mais uma volta por cima. Foi então que o atleta sucumbiu às dores.</p>
<p>Ronaldo revelou que sente dores até para subir escadas. A sucessão de lesões perseguiu o jogador, tirando-lhe cerca de três anos de carreira dedicados à recuperação. Ao voltar ao Brasil, em 2008, Ronaldo utilizou as instalações do Flamengo para se recuperar. No fim daquela ano, foi contratado pelo Corinthians, e, no ano seguinte, teve uma temporada quase perfeita com o time paulista. A reabilitação aos gramados veio sob o comando de Mano Menezes, com as conquistas do Campeonato Paulista, de maneira invicta, e da Copa do Brasil. No clássico contra o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro de 2009, Ronaldo teve uma fratura na mão direita e desde então não conseguiu manter uma longa sequência de jogos.</p>
<p>Em 2010, Ronaldo teve uma temporada difícil. A ausência em boa parte dos jogos do Corinthians foi por causa de “dores que vão de uma perna a outra”. Na reta final do Campeonato Brasileiro, quando o time liderava a competição, Ronaldo sofreu a sua última lesão e teve de ser substituído, no jogo contra o Vitória. O Corinthians não só não venceu como também perdeu a liderança do campeonato naquela partida.</p>
<p>A pedido do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, a quem Ronaldo chama de “irmão”, o jogador teria postergado a aposentadoria para 2011, quando, anteriormente, havia pensando em deixar o futebol no ano passado. Além de se pôr à disposição do time para assuntos extra-campo, Ronaldo agradeceu também aos demais clubes por quais passou &#8211; São Cristóvão, Cruzeiro, PSV Eindhoven (HOL), Barcelona (ESP), Internazionale (ITA), Real Madrid (ESP) e Milan (ITA) -, que o fizeram ter uma carreira vitoriosa.</p>
<p>Sem tantas lesões, não seria uma carreira marcada por vitórias de superação. Houve derrotas, mas que não conseguiram tirar de Ronaldo a marca de jogador mais popular dos últimos 20 anos. Segundo o próprio jogador, “foi lindo”.</p>
<p><strong>O futuro</strong></p>
<p>Ronaldo deixa os gramados, mas não o futebol. O ex-jogador vai se dedicar à empresa de marketing esportivo a qual é sócio, a 9ine. O foco da empresa é patrocinar e cuidar dos negócios de atletas que despontam em seus esportes. Não são promessas, mas sim realidades. O lutador campeão de MMA Anderson Silva é um dos assessorados por Ronaldo. As jovens estrelas do Santos Futebol Clube, Neymar e Paulo Henrique “Ganso”, são nomes visados pela empresa.<strong></strong></p>
<p>Ronaldo também pretende criar uma instituição voltada às crianças, a qual ele deu o nome provisório de “Criando Fenômenos”.  Sem revelar muitos detalhes, Ronaldo disse que ainda é uma ideia sem data prevista de inauguração. Ainda na entrevista, Ronaldo se pôs à disposição do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, para ser um embaixador do clube.</p>
<p><em>Obs: texto baseado em jornalismo de revista escrito em fevereiro ou março de 2011 para a faculdade.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/719/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=719&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sempre é tempo de esperança</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 17:51:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[comemoração]]></category>
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		<description><![CDATA[Não importa o que aconteça, você sobreviverá a tudo. Um professor me disse isso há algumas semanas, em função de eu ter passado por dias difíceis recentemente. Com certeza, os mais difíceis de toda a vida. Os 365 dias que separam o último aniversário do qual comemoro hoje, aliás, foram repletos de dias difíceis. Porém, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=711&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não importa o que aconteça, você sobreviverá a tudo. Um professor me disse isso há algumas semanas, em função de eu ter passado por dias difíceis recentemente. Com certeza, os mais difíceis de toda a vida. Os 365 dias que separam o último aniversário do qual comemoro hoje, aliás, foram repletos de dias difíceis. Porém, é a lei da vida, e esses dias tendem a ser mais frequentes. Bem-vindo ao mundo dos adultos.</p>
<p>Na verdade, é necessário fazer uma reparação. Foram apenas duas semanas difíceis. No mais, todas as frustrações nada mais eram do que tolices. Infelizmente, não que eu não soubesse, mas somente pude perceber isso quando algo realmente importante ameaçou desmoronar.  E, como de costume, sempre que algo desse tipo te acomete, outras coisas ruins tentam aproveitar esse momento para te derrubar. Mas tem de aguentar firme, o peso do mundo vai te dar a força para seguir em frente.</p>
<p>Entre um show de rock histórico em Itu, reconhecimento profissional e o poder do amor familiar, o que de mais importante eu aprendi do último aniversário para este é que você não pode basear a sua felicidade em coisas que estão fora de seu controle. Antes que os bem-aventurados que só conhecem a dor do amor joguem pedras em mim, explico: todas as coisas externas a nós, embora nos deem sensações boas, não podem ser a nossa fonte de felicidade. Por quê? Porque o mundo não vai sorrir para nós o tempo todo.</p>
<p>Quando você deposita sua felicidade em fatores externos é como se a deixasse à mercê da sorte. Não podemos negar, volto a dizer, que esses fatores externos nos trazem alegria. Quem não gostaria de ter um amor correspondido, ir a um show de sua banda favorita, conseguir o emprego tão sonhado, ter amigos para todos os momentos? Pois então, todas essas coisas, para citar algumas, não estão sob o nosso controle. Por mais que você se esforce, não depende apenas de você para que tais circunstâncias acontecem em sua vida.</p>
<p>Você pode se dedicar ao máximo por alguém, mas isso não significa que terá reciprocidade. Você pode ter todos os atributos e habilidades para um determinado cargo, mas, novamente, isso não te garante a conquista da vaga. Entre outros exemplos, boa parte das coisas que almejamos se resumem em sermos aceitos. Queremos ser aceitos como casal, como profissional, como amigo, como familiar querido etc. E por mais que nos esforçamos, ficamos sob a aprovação de outras pessoas. E ouvir um “sim”, em qualquer situação, é muito mais raro do que um “não”.</p>
<p>Geralmente, a consequência da negativa nos traz dor e tristeza. É a frustração. Mas, se pararmos para pensar, percebemos que nós construirmos a maioria de nossos problemas. Nossas frustrações são frutos de nossos objetivos não realizados. E os problemas não nascem de mera praxe do destino cruel, mas porque cometemos erros com nós mesmos.</p>
<p>Porém, por mais que saibamos dessas coisas, ninguém é um robô. Ficar chateado faz parte do espírito humano. Cair em tristeza profunda, no entanto, é um engano. Portanto, não deixe a sua felicidade sob o controle de fatores externos, pois, ao longo da vida, vão mais te ignorar do que sorrir para você, e isso pode te deixar doente do coração. E, se por ventura cair em desespero, lembre-se que sempre haverá esperança. O mundo, com seu poder de nos deixar doentes por tanto motivos, pode nos tirar tudo, menos a esperança. Mesmo se uma bomba atômica explodisse e você sobrevivesse, ainda haveria esperança.</p>
<p>Felizmente, ainda há neste mundo doente um lugar em que não é necessário ser aceito. Um lugar onde você será bem-vindo todo o tempo, não importa o que tenha feito. Um lugar que você pode voltar sempre que a desesperança te ameaçar. E a ele nós chamamos de lar. Deixe as tristezas para trás, pois sempre é tempo de esperança.</p>
<p align="center"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://meusmedosedefeitos.wordpress.com/2011/06/01/sempre-e-tempo-de-esperanca/"><img src="http://img.youtube.com/vi/jpt7RJUGpdE/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p align="center">“Do you feel cold and lost in desperation?<br />
You build up hope but failure’s all you’ve known<br />
Remember all the sadness and frustration<br />
And let it go<br />
Let it go!”</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/711/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=711&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os sinos dobram na amizade</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 02:35:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de uma determinada idade &#8211; o início da vida adulta, para ser mais preciso -, certas frustrações tendem a ser minimizadas. Isso acontece, por um lado, por causa de nossa experiência em lidar com situações de insucesso e, por outro, porque, à medida que envelhecemos, passamos a nos pressionar para sermos cada vez mais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=697&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de uma determinada idade &#8211; o início da vida adulta, para ser mais preciso -, certas frustrações tendem a ser minimizadas. Isso acontece, por um lado, por causa de nossa experiência em lidar com situações de insucesso e, por outro, porque, à medida que envelhecemos, passamos a nos pressionar para sermos cada vez mais fortes. Ou seja, mais resistentes a certas tristezas.</p>
<p>O crescimento traz consigo a responsabilidade, a maturidade e o equilíbrio, ao mesmo tempo em que nos exige, porém, enfrentarmos situações muito mais adversas do que já havíamos passado, até porque já estamos mais preparados para isso. Mas, se me permite John Donne, nenhum homem é uma ilha.</p>
<p>Geralmente, quando nos encontramos em momentos adversos, nos sentimos como se estivéssemos isolados do mundo. É como se todos os que nos rodeavam em dias de abundante alegria tivessem partido, nos deixado à deriva. Infelizmente, isso não é apenas uma suposição. Boa parte – leia-se a quase a totalidade – das pessoas que estão com a gente compartilham situações e momentos conosco, e não necessariamente são nossos amigos.</p>
<p>Se observarmos bem, temos companhia para ir a jogo do nosso time, para ir à balada, ao cinema, a um show (ainda mais se tivermos um ingresso sobrando), bater papo nos intervalos de aulas, entre outras situações. Mas, muitas vezes, a convivência é limitada a uma única situação. É raro quando alguém se dispõe a nos acompanhar em algo que é muito importante ou interessante para nós, mas que para essa pessoa não significa absolutamente nada. Ou seja, se a situação ou momento também é de interesse de nosso amigo, ele estará lá conosco. Do contrário, cada um segue seu próprio caminho.</p>
<p>Embora no mundo de hoje tempo livre seja escasso, sempre encontramos uma forma de fazermos o que gostamos. Eu, por exemplo, não deixo de ouvir, um dia sequer, uma boa música e procurar canções que desconheço. E mesmo nessa falta de tempo podemos perceber que, em inúmeras situações, a nossa simples presença pode trazer dias melhores para outras pessoas.</p>
<p>Nesse ínterim de cotidiano atribulado, já fui chamado de “amigo”, “amigão”, “brother”, “pessoa rara” &#8211; muito em função de compartilhar palavras de apoio e esperança e estar presente em situações em que minha presença era algo totalmente desnecessário. Contudo, quase a totalidade das pessoas que me adjetivaram sumiu. Quando seu tempo para balada, jogo de futebol e barzinho se reduz, seu círculo de amizade automaticamente diminui. Em outras palavras, os “amigos” que compartilhavam situações, assim que estas decrescem ou se extinguem em nosso cotidiano, não terão mais motivos para estar conosco.</p>
<p>A felicidade é outro ponto relevante. O que mais gostamos de fazer com os amigos? Ou qual seria o papel da amizade? Às vezes, tudo o que queremos é, simplesmente, espairecer, jogar conversa fora, rir, tirar o peso do mundo sobre os nossos ombros. Mas quando dizemos que estamos em um momento difícil e chegamos até a implorar para que pessoas cedam parte de seu tempo e afeto para nós, nos equivocamos. Implorar é um verbo insociável à amizade.</p>
<p>Quando transparecemos que estamos em um momento difícil, os amigos de ocasião não só não nos estendem a mão, como também, muitas vezes, nos taxam de deprês e frágeis. Ora, mas não é amizade a responsável por nos ceder ombros em que podemos dividir o peso do mundo?</p>
<p>Portanto, mesmo que o mundo caia sobre nossa cabeça, dizer que está tudo bem é muito mais benéfico se tratando de amizades superficiais, porque ninguém realmente quer saber de nossos problemas, mas sim de quando estaremos disponíveis para ir ao jogo de futebol, ao barzinho, à balada.</p>
<p>Felizmente, a vida não é só feita de “amigos” de ocasião. As mensagens de apoio e esperança retornam a nós através dos raros fiéis amigos. Para eles, não há porque economizá-las, pois, embora enfrentem a falta de tempo, sempre terão ao menos alguns minutos para nos ceder seus ombros.</p>
<p>Às demais “amizades”, cedo ou tarde, os sinos dobram.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://meusmedosedefeitos.wordpress.com/2011/04/26/os-sinos-dobram-na-amizade/"><img src="http://img.youtube.com/vi/wZHmsVRshwU/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/697/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=697&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Jornal dedicado à carreira pública regionaliza o noticiário</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 13:35:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Reportando]]></category>
		<category><![CDATA[carreira pública]]></category>
		<category><![CDATA[concurso público]]></category>
		<category><![CDATA[faculdade]]></category>
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		<description><![CDATA[Por @DuVasconcelos, @Fradimmarcelo e @Sismone O jornalismo segmentado não é suficiente para atender a demanda de um público específico. O segredo é a regionalização do noticiário, afirma o diretor da sucursal de São Paulo do Grupo Folha Dirigida, Antônio Steter. Há 25 anos no mercado, a Folha Dirigida, jornal voltado à carreira pública, descobriu que, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=681&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por </strong>@DuVasconcelos, @Fradimmarcelo e @Sismone</p>
<p>O jornalismo segmentado não é suficiente para atender a demanda de um público específico. O segredo é a regionalização do noticiário, afirma o diretor da sucursal de São Paulo do Grupo Folha Dirigida, Antônio Steter. <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://ideiaseetc.wordpress.com/2011/04/04/trajetoria-da-folha-dirigida-e-marcada-por-comeco-modesto/" target="_blank">Há 25 anos no mercado, a <em>Folha Dirigida</em>, jornal voltado à carreira pública</a>,</span> descobriu que, embora o interesse do leitor seja o mesmo em qualquer lugar do país, o noticiário deve se adaptar ao público de cada região. “A regionalização fez com que o grupo assumisse a liderança deste segmento em todo o país, inclusive no Estado de São Paulo, onde já havia um jornal voltado à carreira pública antes do nosso.”</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://meusmedosedefeitos.wordpress.com/2011/04/04/jornal-dedicado-a-carreira-publica-regionaliza-o-noticiario/"><img src="http://img.youtube.com/vi/pAmuiKiunew/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>O interesse da população pela carreira pública não é novidade, uma vez que a chance de um emprego estável e ascensão profissional são características do funcionalismo. O papel do jornalismo especializado em carreira pública é transformar esta oportunidade de emprego em informação jornalística. “Nossa linha editorial prima pelo conteúdo jornalístico. Não é pegar um edital de concurso e publicá-lo, não é um diário oficial. O diferencial está na antecipação da informação”, explica Steter.</p>
<p>Portanto, quando um órgão público demonstra interesse ou abre processo de licitação para contratação de organizadora, a <em>Folha Dirigida</em> noticia. “Como há um número enorme de pessoas que querem ingressar à carreira pública, é preciso que o candidato se prepare para as provas. Muitas vezes há um período curto entre a publicação do edital e a prova”, afirma o editor Fernando Cezar Alves. Desta maneira, a informação antecipada faz com que o candidato inicie os estudos muito antes da publicação do edital.</p>
<p>Fernando Alves diz que a pauta do jornal não se limita a acompanhar o processo do concurso, da sua divulgação ao resultado final, mas também se manter ao lado do candidato no que for necessário, caso seja constatada alguma irregularidade. “O concurso é um processo de certa forma técnico. Procuramos fazer matérias que fogem um pouco desta lógica, mas que sejam de interesse do leitor. Por exemplo, se for sair um edital para determinado cargo, procuramos ouvir quem já trabalha nesta área para que ele explique baseado em sua experiência como ela é aos futuros candidatos”, diz Alves.</p>
<p>Segundo a repórter Eliane Anjos, o jornalista desta área deve conhecer os órgãos públicos e suas funções; acompanhar a agenda das autoridades, promulgação de decretos e leis; descobrir o que tem sido feito para valoração do funcionalismo; e não se prender ao oficialismo, como confrontar informações de sindicatos, órgãos, organizadoras e servidores.</p>
<p>“A linha editorial do jornal independe do governo, dos cursos preparatórios e das organizadoras. Não temos vínculo com ninguém. Contratou sem concurso, o jornal denuncia e faz movimento contra isto”, diz Steter. Segundo o diretor, o grupo planeja promover debates entre autoridades e sindicalistas e realizar seminários acerca do funcionalismo. “A função do jornal é trazer, dentro do nosso negócio, este debate à sociedade”, conclui Steter.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/681/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=681&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Entre a arte e a indústria, valorize a arte</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 02:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Quantas vezes não ficamos fartos porque sempre fazemos as mesmas coisas? E, consequentemente, desejamos mudança? Vivemos em uma sociedade pós-industrial em que precisamos nos atualizar o tempo todo para que não nos considerem profissionalmente defasados. Poucos, ou quase nenhum, dos conhecimentos e técnicas que aprendemos são por vontade própria ou naturais do ser humano. Na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=671&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quantas vezes não ficamos fartos porque sempre fazemos as mesmas coisas? E, consequentemente, desejamos mudança?</p>
<p>Vivemos em uma sociedade pós-industrial em que precisamos nos atualizar o tempo todo para que não nos considerem profissionalmente defasados. Poucos, ou quase nenhum, dos conhecimentos e técnicas que aprendemos são por vontade própria ou naturais do ser humano. Na verdade, são imposições do sistema, que, indiretamente, nos diz que temos que dominar recursos e repeti-los a exaustão.</p>
<p>Há uma área profissional, no entanto, que nos permite alguma liberdade: a arte. Trabalhar com arte, embora dominada pela Indústria Cultural, permite que não se faça sempre a mesma coisa. A arte prima por criatividade. Boa parte das vezes que alguma manifestação artística se destaca &#8211; seja na música, no cinema, no teatro, na literatura, nas artes plásticas, etc -, ela contém alguma inovação, e não repetição, vulgo “mais do mesmo”.</p>
<p>Seria certo chamar alguém praticante do “mais do mesmo” de artista?  Nós, os meros mortais, nos cansamos da repetição que a vida profissional nos impõe. Podemos até ser bons no que fazemos e reproduzir isso com prazer, mas desejamos que algo mude. É uma vontade que move nossas vidas.</p>
<p>Quando somos admitidos em uma empresa, por exemplo, temos as nossas atribuições. Ou seja, o que ficará por conta de nossa competência. Devemos arcar com os pedidos que chegam até nós e dominar os instrumentos de trabalho de nossa área. Não somos responsáveis por outro setor ou algo que não nos foi acertado assim que contratados. Vamos fazer um serviço repetitivo.</p>
<p>Já o artista tem liberdade para criar, se desafiar, incorporar novas técnicas. Derrubar seus muros. No caso da música, um álbum não deve ser como um engradado de Coca-Cola. O sabor do refrigerante que você adquire no supermercado deve ser o mesmo que você compra na lanchonete, que, por sua vez, é o mesmo disponível no restaurante, na adega, na loja de conveniência, etc. É a indústria. E, se o sabor estiver alterado, algo está errado, porque a indústria, antes de lhe vender, descreveu o produto integralmente. É condenável contar o final de um filme (arte), mas imprescindível explicar quais as vantagens que um computador (indústria) de última geração tem a nos oferecer.</p>
<p>Seguindo o primeiro exemplo, a Coca-Cola deve ser a mesma permanentemente, a menos que nos avise com antecedência que seu sabor será modificado. Já a arte não pode ser controlada, porque é íntima, reflexo de nossas vidas, desejos e ambições. É a busca pela excelência e aprimoramento. Ninguém pode impor como uma música deve soar, a guitarra ser tocada ou o vocalista interpretar uma canção, porque, se fosse desta forma, seria meramente um agrupamento de técnicas. O processo de criação de uma obra de arte não pode, em hipótese alguma, ser similar ao de uma indústria de automóvel, exemplificando.</p>
<p>A arte, se repetitiva, perde a sua característica principal, a criatividade, e se torna nada mais que um produto da indústria. A indústria é repetitiva. A arte, não. É inovadora. Viva mais arte e menos indústria. Dê uma chance às inovações.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/meusmedosedefeitos.wordpress.com/671/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meusmedosedefeitos.wordpress.com&amp;blog=4920867&amp;post=671&amp;subd=meusmedosedefeitos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Linkin Park flerta com experimentalismo em álbum conceitual</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 11:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[A Thousand Suns]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Derrube seus muros. Este deve ser o lema do Linkin Park toda vez que entra em estúdio para gravar um novo álbum. O mais recente lançamento da banda, <strong><em>A Thousand Suns</em></strong>, faz com que as mudanças presentes no álbum antecessor, o platina duplo <em>Minutes to Midnight </em>(2007), pareçam passos de criança em direção ao desconhecido. <a href="http://meusmedosedefeitos.files.wordpress.com/2011/01/a-thousand-suns.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-664" title="A Thousand Suns" src="http://meusmedosedefeitos.files.wordpress.com/2011/01/a-thousand-suns.jpg?w=630" alt=""   /></a></p>
<p>Pela segunda vez consecutiva, o produtor Rick Rubin foi escalado para co-produção ao lado do vocalista, rapper, guitarrista, tecladista, mente criativa do Linkin Park, Mike Shinoda. Embora sejam os mesmos nomes envolvidos, os três anos que separam os dois álbuns parecem pouco tempo perto da mudança sonora alcançada pela banda.</p>
<p>Em <em>Minutes to </em>Midnight, o Linkin Park se desprendeu da fórmula convencional do sucesso alcançado até então por seus dois primeiros álbuns, o platina quádruplo <em>Meteora </em>(2003) e o disco de diamante <em>Hybrid Theory </em>(2000), mas as músicas ainda soavam como hit singles. Dessa vez, o desafio, segundo a banda, era criar um álbum que não seria uma mera coleção de músicas, mas que fizesse com que as pessoas o escutassem do início ao fim, como uma narrativa.</p>
<p>A jornada retratada no álbum, o primeiro conceitual da banda, utiliza metáforas de destruição do mundo em uma guerra atômica para simbolizar a autodestruição do ser humano, a partir da perda da inocência passando pela desesperança, mudanças, poder do sistema, clemência a Deus e o retorno para casa, onde podemos nos recompor para iniciar uma nova jornada.</p>
<p>Assim como o segundo disco, <em>Meteora</em>, a eletrônica é praticamente onipresente em <em>A Thousand Suns</em>. Mas as similaridades – se é que existem – param por aí. Neste álbum, o Linkin Park resolveu flertar com o experimentalismo. As canções não respeitam a estrutura musical que consagrou a banda. Diferentemente de <em>Meteora</em>, em que a eletrônica divide as bases com riffs pesados, a guitarra é um mero instrumento de apoio.</p>
<p>Em <em>A Thousand Suns</em>, Mike Shinoda divide boa parte dos versos melódicos com Chester Bennington, não se limitando apenas aos momentos de rap. A eletrônica, apagada em <em>Minutes to Midnight</em>, conduz o álbum, que também conta com o apoio de tambores (“When They Come For Me”), bateria eletrônica (“Wretches and Kings”), coral (“Iridescent”, “When They Come For Me”), vozes simultâneas (“Robot Boy”, “The Catalyst”). E até violão (“The Messenger”).</p>
<p>Fazer com que este álbum tocasse nas rádios também seria um desafio, disse Shinoda, uma vez que não se trata do Linkin Park que se espera ouvir, muito menos o tipo de som característico das rádios. Lançado em setembro passado e com dois singles até o momento, “The Catalyst” e “Waiting for the End”, parece que mais uma vez o Linkin Park se saiu bem diante dos riscos. As duas músicas são número 1 nas paradas de rock da Billboard e, embora o álbum não tenha vendido tanto quanto os anteriores, é, entre os discos de rock de 2010, o mais vendido do ano passado.</p>
<p>Depois da consagração, resta a uma banda optar por se manter numa zona de conforto ou inovar. Parece que a segunda opção faz bem ao Linkin Park, que produziu seu melhor álbum desde <em>Hybrid Theory</em>.</p>
<p><strong>Por dentro da jornada</strong></p>
<p><strong>The Requiem </strong>– Poucas introduções são lembradas na história dos álbuns. Esta pertence a esse seleto grupo. O tom da narrativa de <em>A Thousand Sun</em>s começa com “Deus salve a todos nós/ Nós vamos queimar dentro do fogo de mil sóis?” entoado por uma voz amedrontadora. Não somente para o álbum, mas também para abrir os shows esse “réquiem” funciona como o primeiro capítulo de um livro. Sem esforço, conquista a atenção de todos. Não haveria início melhor para esta jornada.</p>
<p><strong>The Radiance – </strong>Ainda não é hora de pôr os pulmões pra fora. Esta é nada mais que a segunda parte da introdução do álbum. O pai da bomba atômica, Robert Oppenheimer, fala sobre a destruição do mundo já prevista na escritura hindu, a Bhagavad-Gita. O Linkin Park não veio para brincar, não é?</p>
<p><strong>Burning in the Skies </strong>– Logo no primeiro canto do álbum, a primeira surpresa. Quem solta a voz é Shinoda. Não é rap. É melodia. O refrão fica por conta de Bennington. Dentre todas as músicas de <em>A Thousand Suns</em>, essa é a mais fácil de digerir. Isso vale tanto aos fãs quanto às rádios. Facilmente o Linkin Park poderia tê-la encaixado em guitarras pesadas, já que a estrutura não foge do padrão. Não à toa, foi escolhida como o futuro terceiro single do disco. A guitarra que corta na ponte e o refrão ganham qualquer um. Pela primeira vez uma música que não explode os ouvidos inicia um álbum da banda.</p>
<p><strong>Empty Spaces – </strong>18 segundos de interligação entre uma música e a próxima.  Explosões, sirenes e tiros. Tudo pela narrativa do álbum.</p>
<p><strong>When They Come For Me</strong> – Apenas a 5ª faixa, ou 2ª real canção, e já nos é apresentado o lado mais hip-hop do Linkin Park. Aqui está o primeiro grande sinal de experimentalismo. A bateria e os tambores sustentam um dos raps mais invocados de Shinoda. A letra contém muitas mensagens subliminares, como não ser obrigado a fazer sempre um <em>Hybrid Theory</em>, ser um mero robô da indústria musical e, quando entenderem os seus propósitos, você já ter partido para outros desafios. Uma das melhores canções de hip-hop de todo o catálogo da banda.</p>
<p><strong>Robot Boy</strong> – Uma música mais lenta, cheia de camadas texturais, com vozes simultâneas e sem refrão. Shinoda e Bennington parecem cantar juntos de uma maneira que nenhuma das vozes se destaque sobre a outra. Alguns sons abstratos de difícil identificação instrumental, batidas fortes e uma atmosfera mais cativante ao final. O nome desta música, assim como de outras, parece não ter relação alguma com a letra, mas, ao analisar o tema conceitual, faz todo o sentido.</p>
<p><strong>Jornada del Muerto</strong> – Nome em espanhol, letra em japonês. Mais um interlúdio. Os versos que se repetem são da letra de “The Catalyst”. Há um trabalho com os interlúdios no álbum, pois nenhum se assemelha a outro. Todos soam únicos e fazem a interligação sem ruídos entre as faixas.<br />
<strong>[Atualizado 08/02:</strong> Jornada del Muerto é o nome de um deserto no Novo México (EUA) em que foram feitos os primeiros testes nucleares. Em referência a esses testes, Oppenheimer citou Bhagavad Gita.]</p>
<p><strong>Waiting for the End</strong> – Desde quando uma balada é <em>fan favorite </em>em um álbum do Linkin Park? Pela receptividade dos fãs de base, com esta música, exatamente no meio do álbum, não tem pra ninguém. Neste disco, até o rap traz inovação. O estilo ragga dá a essa balada uma sensação <em>upbeat</em>. O ritmo, inicialmente lento, incorpora força ao longo dos versos, até estourar com a guitarra pós-ponte. A parte final da música é energizada, principalmente pelos belos dotes vocais de Bennington. Com certeza, um dos pontos fortes do álbum.</p>
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<p><strong>Blackout</strong> – Experimentalismo em plenitude! Bennington faz um “rap” ao estilo Michael Jackson e, em seguida, desatina a gritar. O que não há de gritaria no álbum, há em “Blackout”. Em vez de guitarras pesadas, o teclado, a eletrônica e o forte bumbo dão corpo à base desta música. Os samples ao estilo <em>Reanimation </em>(álbum de remixes lançado em 2002) na ponte surpreendem. Em seguida, surge outra música. É como se a banda quisesse combinar partes incrivelmente distintas em uma mesma canção. Até se acostumar, assusta.</p>
<p><strong>Wretches and Kings </strong>– Geralmente o Linkin Park cria músicas de rock com elementos de hip-hop. Neste caso, parece ser o contrário. O rap de Shinoda soa mais hip-hop do que nunca. A base não conta com riff de guitarra, mas sim com batidas e eletrônica fortes, quase dançantes. O refrão é o melhor do álbum, daqueles que põem a galera pra pular nos shows. Aliás, esta é a música para performances ao vivo. O discurso em tom emocionado do ativista político Mario Savio parece que foi de fato entoado sobre a base da música, e não encaixado. Destaque também para os scratches de Joe Hahn.</p>
<p><strong>Wisdom, Justice, and Love</strong> – Martin Luther King Jr. é o “convidado” da vez. O defensor dos direitos de igualdade racial discursa contra a guerra do Vietnã (1959 – 1975) e o uso de armamento nuclear sob acordes de piano.</p>
<p><strong>Iridescent </strong>– Esta é uma daquelas músicas que nos dizem que sempre é tempo de esperança. Baseada em piano, arrisco dizer que é a melhor balada já composta pela banda, como também a música mais bonita de todo o álbum. Ou de toda a carreira do Linkin Park. O canto em baixa tonalidade de Shinoda nos versos contrasta com a melodia emocionante de Bennington no refrão. O coral da força para que a música estoure em esperança. Simplesmente, a melhor letra do álbum. Seria o ponto máximo de <em>A Thousand Suns</em>, mas o melhor vem a seguir&#8230;</p>
<p><strong>Fallout</strong> – Este interlúdio é um “esquenta” para o clima da próxima música. Aqui, Shinoda solta versos de “Burning in the Skies”. E o canto no início do álbum, em “The Requiem”, nada mais é do que o tema da música que vem a seguir, que também é o primeiro single do disco. A narrativa, goste ou não do álbum, foi completamente trabalhada.</p>
<p><strong>The Catalyst</strong> – Os melhores vocais do álbum estão aqui. Talvez seja a melhor alternância entre os dois vocalistas desde “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=eVTXPUF4Oz4" target="_blank">In the End</a>” (<em>Hybrid Theory</em>). A eletrônica tem seu apogeu, soando mais em evidência do que nunca e com o solo de scratch na introdução. Mesmo sendo o primeiro single, a estrutura de fácil aceitação não se faz presente. São quase seis minutos de explosão de som! A música também é dividida em duas partes: a primeira, mais eletrônica; a segunda, com piano, quebra de ritmo de bateria e vocais épicos, que explodem em gritos de Bennington. A música é “a catalisadora” do álbum porque foi o ponto agregador de ideias, que deu diretrizes para inúmeras mudanças. O nome <em>A Thousand Suns</em> foi tirado da letra de “The Catalyst”, o momento de maior excelência do álbum.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://meusmedosedefeitos.wordpress.com/2011/01/31/linkin-park-flerta-com-experimentalismo-em-album-conceitual/"><img src="http://img.youtube.com/vi/51iquRYKPbs/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><strong>The Messenger</strong> – Depois de uma sequência de músicas baseada em eletrônica, uma última surpresa. Um simples violão e vocais de Chester Bennington. E mais uma vez o vocalista esbanja talento. É um Linkin Park quase acústico. A exceção se faz pelo teclado no refrão. Em paz se encerra a jornada de <em>A Thousand Suns</em>.</p>
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